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O ponto de partida do projeto “Presença Negra no MARGS” foi um trabalho de revisão crítica do acervo do Museu e de sua formação ao longo de quase 7 décadas até aqui, problematizando os números levantados — hoje são 24 artistas negros/as que o integram, ou seja, apenas 2,1% em um universo de cerca de 1.100. Disso, resultou a série de postagens nas redes sociais intitulada “Presença Negra no Acervo do MARGS”, abordando a produção e a trajetória de artistas negros/as que o integram.

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Presença Negra no MARGS

Nas palavras dos curadores da exposição, Igor Simões, Izis Abreu e Caroline Ferreira:

“Nesta exposição, escolhemos trabalhar apenas com produções que vêm de mãos e mentes negras. Esta é uma posição política que se refere à necessidade de conceber a arte afro-brasileira não como um tema, um estilo ou conteúdos preestabelecidos, e, sim, como a parcela da arte brasileira produzida por sujeitos negros. A insistência em uma história de ascendência europeia serviu para nublar a presença de sujeitos negros em um estado com forte contingente de pessoas racializadas como negras. O Museu de Arte do Rio Grande do Sul é questionado e, portanto, também se questiona, posto que é o principal museu de nosso Estado”.

Nas palavras do diretor-curador do MARGS, Francisco Dalcol:

“Ao longo do último ano, o MARGS tem se proposto ao compromisso de discutir e refletir sobre os processos de apagamento e invisibilização da produção artística de autoria negra, bem como a implicação histórica de seu papel enquanto instituição museal e pública. Assim, com o projeto ‘Presença Negra no MARGS’, o Museu reforça sua atuação frente às exigências e compromissos dos

debates contemporâneos, por meio de reflexões críticas, da produção de conhecimento avançado e da instituição de políticas que buscam maior pluralidade, diversidade, inclusão e equidade dentro de um processo histórico hoje seriamente questionado. E em um país em que o racismo estrutural e sistêmico persiste em suas diversas formas de dominação, opressão, segregação e exclusão, o projeto vem também a problematizar o mito da democracia racial no Brasil”.

Nas palavras da Secretária de Estado da Cultura do RS, Beatriz Araujo:

“Este projeto vai tornar ainda mais relevante o papel histórico e social do MARGS, que abrirá suas portas para o olhar de artistas negros, construindo, assim, uma cultura mais inclusiva. No âmbito da Secretaria de Estado da Cultura, integra um conjunto de ações que temos implementado por meio de nossas instituições, em nosso empenho e compromisso de trabalhar pela busca permanente de maior diversidade e representatividade. Projetos nossos como o Presença Negra no MARGS são possíveis e se tornam realidade graças ao irrestrito apoio e investimentos de um Governo que desde o início aposta na cultura e na pluralidade como valores de cidadania e de desenvolvimento social e democrático”.

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Obras de Marcos Porto em exposição

Zumbi dos Palmares, 2014 Grafite e folheado a ouro sobre papel Canson, 55 x 45 cm

O Ouro de Mansa Musa, 2018 Acrílica e óleo sobre tela, 100 x 80 cm

NGANGA, 2014 Grafite e folheado de ouro sobre papel Canson, 55 x 45 cm

Maria Padilha, A Senhora do T, 2018 Acrílica e óleo sobre tela, 80 x 60 cm

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